If you run, i'll wait for you.

Hoje foi um dia difícil pra mim. Tive de assumir meu gostar por você para ver se isso se tornava real. E me deu tanta vontade de chorar. Não choro por você, choro por mim. Choro porque sei que vou me ferrar sozinha novamente e não estou mais conseguindo impedir isso. Não sei se isso é amor ou desespero puro e seco, mas parece que não me conheço mais. Pro inferno com essas meias palavras e meios sentimentos que tenho recebido desde então, porque ninguém nunca será capaz de me amar pelo o que eu sou.
Sinto-me em meio a um pântano, sendo afogada por fantasmas fictícios. Talvez eu só esteja jogando tudo isso, todo esse sentimento reprimido que nunca contei a ninguém antes. As pessoas não sabem o quão difícil é deixar pra trás algo que nem ao menos se tornou real. Eu abro a janela da minha imaginação e então aparece você. Porque tudo que tenho vivido desde que nasci não passou de pura ilusão.
Desculpe qualquer coisa, qualquer acusação drástica. Entretanto, minha vontade é de gritar com um monte de pessoas e pôr meu dedo na cara de todas elas, acusando-as pela falta de amor, perguntando porque não eu. Deus, porque eu tenho que passar por isso de novo? Porque eu não posso viver algo de verdade? Porque as coisas não podem ser mais fáceis? Porque, Deus, porquê! Eu estou tão cansada... cansada dessa merda toda. Mesmo que não admita, ainda espero um gesto bonito qualquer, em uma hora alheia do dia, tipo quatro da tarde. Uma mensagem no celular, um cartão, qualquer coisa. Que não me pergunte se estou bem ou mal, que apenas me ofereça sorvete.
Eu tenho tanto amor reprimido que não aguento mais carregá-lo por aí. Imaginei um dia desses criar um personagem inspirado em você. Porque você é bom demais para ficar só no meu pensamento. Talvez você nem leia isso aqui. Talvez você nem saiba que é você o receptáculo desse texto. Talvez nada, talvez tudo. Fuck, apenas seja feliz.
Plágio é feio, moça. Além de ser crime.
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