quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Sonho de inverno

Lembro-me da vez em que olhava para o céu com a curiosidade de uma criança querendo saber até onde ia aquela beleza. Sentia que eu iria chegar lá algum dia. Sorria ao vê-lo, era um amor platônico, o céu amava-me loucamente, sentia seu poder. E eu, estava iludida. Chorava ao vê-lo nublado, e sorria ao vê-lo azul. Queria ter o poder dele. Eu o amava e ainda amo. Foi então que certa vez, achei que a vida não prestava e fiquei dias sem vê-lo, e assim, ele começou a chorar... Choveu durante dias, e eu não aguentei mais. Fui até a rua em frente a minha casa, e pessoas me observavam. Eu fiquei encharcada, olhei para o céu e disse pra ele que o amava. Quão lindo era e ainda é esse amor. E pouco mais de uma hora depois, percebi que ele havia me escutado. Ele ficou azul, lindo! E eu, voltei a amá-lo novamente. Quando percebi tudo o que queria, eu comecei a voar, voei alto, cada vez mais alto e sempre fui querendo mais. Para ver meu grande amor de perto. Fiz tudo o que queria até encontrá-lo. Lá estava eu, no céu, sonhando, amando, acreditando. Ainda estou, mas não no céu, digo, estou na realidade. Confesso, que ainda amo o céu da mesma forma que o vi pela primeira vez, e ele agora, continua sorrindo todos os dias ao amanhecer. Enquanto eu.. Continuo sonhando.

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